quinta-feira, 4 de julho de 2013

Eu

Eu 
(Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky)

Nas calçadas pisadas
de minha alma
passadas de loucos estalam
calcâneo de frases ásperas

Onde
forcas
esganam cidades

e em nós de nuvens coagulam
pescoço de torres
oblíquas

soluçando eu avanço por vias que se encruz-
ilham

à vista
de cruci-
fixos

polícias



(Влади́мир Влади́мирович Маяко́вский) 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A capitalização pelo PSDB do movimento pela redução do preço das passagens

Amanhã, quinta-feira, 20 de junho de 2013, haverá novamente protesto no Rio de Janeiro. A chamada é para sairmos da Candelária, em direção à Central do Brasil, terminando a passeata em frente à prefeitura.

Antes de partirmos para mais uma empreitada destas, vale a pena fazer algumas reflexões a respeito do cenário político e midiático. A Globo, que antes chamava os protestantes de "caricatura violenta" e "revoltosos de classe média"(Arnaldo Jabor fala sobre onda de protestos contra aumento nas tarifas de ônibus), no dia seguinte já se reconciliava com o movimento (A PM começou a batalha na Maria Antônia).

Além da sanha da mídia, temos a oposição esquecida e minguada que tenta se reerguer - o PSDB. Este partido, na voz do Alckmin, que no começo dizia que não se podia tolerar os vândalos baderneiros ("É intolerável a ação de baderneiros" diz Alckmin sobre protestos), agora abrandou o discurso dizendo que "Ficou clara a dimensão nacional do movimento".

O que mudou daquela quinta-feira (13/06/13) trágica, com 105 feridos e 325 detidos pela PM comandada pelo Alckmin (Do sonho ao vandalismo e à brutalidade), para a segunda-feira? O que fez com que a mídia de direita e o PSDB mudassem de posição?
Se houve conluio é difícil saber, mas o fato é que no jornal da Globo News desta terça-feira, 18 de junho de 2013, o circo midiático já se arma para uma capitalização pelo PSDB desses protestos.

Ontem, quase de madrugada, o PSDB abriu o discurso, dizendo que o problema é a inflação e fizeram o milagre da ressurreição do FHC.

A Globo News já colocou o foco do noticiário nas reclamações dos manifestantes e associando o governo Dilma e Haddad. (Haddad: tarifa menor de transporte tira recurso de outras áreasAvaliação positiva do governo Dilma cai a 55% em junho--CNI/Ibope).

A batalha do PSDB por espaço político, que parecia perdida, já mostra novo fôlego. Apenas dois políticos do PSDB aparecem: FHC e o futuro candidato a presidência, Aécio Neves (Aécio diz que há insatisfação nas ruas). Vemos uma verdadeira blindagem com os outros. Alckmin deve, portanto, sumir do noticiário nos próximos dias, mesmo que a PM volte a brutalizar.

Basicamente, o PSDB ficará de bonzinho e o PT de malzinho. O PT será responsabilizado por uma corrupção endêmica que, somada a sua inaptidão econômica, acordou o mostro adormecido da inflação. Quem poderá nos salvar? O FHC2, Aécio Neves. Será que o povo compra?

Os meus conhecidos que apoiam PSDB ainda não tinham me falado disso, mas certamente assumirão a posição da mídia. Alguns, que estavam no protesto, descobrirão a verdadeira face do PSDB - oportunista e ideologicamente vazio. Irão pro lado do bem - que é bem longe dos tucanos? Os PSDBistas militantes, cheios de teias no sofá, estes comprarão o discurso da mídia. Já ouço seus uivos pelos corredores, mas nunca nas ruas. Sem formação política, alienados até a décima geração, saudosistas da era FHC, eles farão suas interpretações do movimento, usando a tela da Globo como filtro.

A culpa dos protestos é da inflação do PT que também é antidemocrático. Inflação esta que o PSDB é experiente em resolver.

No apoio tático, a mídia vem trabalhando de forma inteligente. A Globo News colocou um comentarista político-pastor que é mais burro que o apresentador, mas prega como em um púlpito. Acho que é pra ganhar as massas, quiçá os evangélicos.

Há uma possível supercapitalização disso, pois o PSC já mostra querer deixar de apoiar o governo (Marco Feliciano ameaça 'rebelião' se governo interferir no projeto 'cura gay') e irá, provavelmente, apoiar o PSDB.

Eu quero ver o Aécio pousando de contra a legalização do aborto e a favor da 'cura gay'. O que aconteceu com o Mensalão Mineiro (Os documentos do mensalão mineiro)? Parece que Aécio já costura uma aliança com Eduardo Campos (PSB) para saírem juntos no ano que vem (Aécio e Campos costuram acordo contra Dilma em 2014).

Se a estratégia do PSDB for bem sucedida, o movimento tem muito a perder. Contudo, com uma posição coerente e centrada, o Movimento pelo Passe Livre (MPL) já sinalizou de que o protesto é exclusivamente pela redução do preço das passagens (“Não vamos permitir que parasitem a nossa pauta”, diz integrante do MPL, note que o termo "integrante" e não "dirigente" foi usado de forma intencional).

Vamos torcer para que os únicos a capitalizarem dessas manifestações sejam o povo, pagando menos (ou nada) para um transporte público melhor.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Fricções


A maioria dos homens que conheço tem medo de falhar naquela hora. Pra mulher é mais fácil, se ela já começou e se arrependeu, é só ficar lá, elogiar o tamanho do equipamento do cara, falar um `goza pra mim, vai!´, que o representante XY já acelera e chega logo no final do processo.
Mulheres, quando vcs falam `goza pra mim`, o cara já entende que vc está entediada. Isso não ajuda muito pra acabar rápido, mas não é disso que eu vou falar.
Na verdade, eu contei tudo isso pra introduzir uma história.
Todo mundo tem um amigo, cujo o maior prazer é fazer um amigo sofrer, para que todos os outros se divirtam com a desgraça alheia.
Eu tenho um amigo, que em um dia muito quente, ele tirou a camiseta e começou a coçar a barriga.
Ele era um pouco gordinho, peludo e suava. Quando ele percebeu a minha cara de `bleh´ perante o ato, ele tornou aquela barriga em duas camadas que, suadas e friccionadas uma contra a outra, produziam um barulho engraçado.
Eu protestei, o que só pirou as coisas. Ele rogou uma praga infalível:
`Na próxima vez que vc transar, vc se lembrará da minha barriga.´
Aquele olhar profundo fez algo bizarro grudar no meu cérebro.
Um tempo depois, eu estava transando com a uma menina e o ato produziu aquele barulhinho. Isso imediatamente excitou meu tímpano, mandando informação pro cérebro, que comparou com outros sons parecidos na memória. Eu ri tanto que a menina não quis continuar.
No fim, não foi bem uma broxada, mas acho que conta como tal.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Blogueira progressista coopera com o governo americano. Imperícia ou imprudência?


Uma das coisas mais impressionantes dos últimos tempos foi a enxurrada de informações que vazaram pelo canal wikileaks. Mas isso eu vou deixar para um próximo post.
O que me deixou intrigado foi como algumas pessoas trataram o assunto, em especial a Lola em seu blog.
Vou colocar o assunto do wikileaks de forma simples, mas espero que não seja simplista:

O que pode acontecer depois deste incrível vazamento?
- Terminar a guerra do Afeganistão, que já levou a vida de ~100.000 pessoas.
- Terminar a guerra no Iraque, ~ 200.000.
- Acabar com qualquer dúvida sobre a interferência nefasta dos EUA sobre as outras nações.
- Mostrar quem é quem no cenário internacional.
A wikileaks já é considerada um vazamento de informações maior do que o que todos os jornais do mundo juntos realizaram desde o começo da guerra do Afeganistão, em 2001.


Para a alegria do governo americano, houve uma denúncia de abuso sexual contra um de seus fundadores, Julian Assange, na Suécia - país onde Julian pediu asilo.
Depois do ocorrido, o governo americano agiu rapidamente para fazer da fumaça, fogo. Ou simplesmente aumentar o tamanho da nuvem para tentar encobrir o que acontecia, ou desmerecer e difamar o fundador, gerando dúvida sobre o conteúdo divulgado.

Claro que a esquerda mundial, vendo a oportunidade de ouro de desbancar o Império se colocou do lado do Julian. Errado!
Muita gente dita progressista comprou o verde por maduro e os EUA conseguiram, pelo menos em parte, atingir o seu o seu objetivo.
A Lola com o argumento "Nem acho que eu deva ter opinião sobre tudo!" seguiu a cartilha da embaixada americana e comentou sobre o suposto crime sexual de Julian.
Olha como é bacana a lei que protege a mulher na Suécia: se se recusar o colocar camisinha é crime. Olha que bacana. Onde está o abaixo assinado que eu também quero assinar. Concordo com tudo o que a Lola escreveu sobre o assunto.
Mas a pergunta que fica é: isso é hora de discutir o crime sexual do Julian?
Acho que é tão importante quanto discutir o caso Ronaldo tendo relações com travestis e tão reacionário quanto discutir o crime de sequestro a poucos dias das eleições de 89.
Adoraria discutir a legislação brasileira, no que diz respeito a proteção da mulher, mas tenho que me recusar a fazê-lo na atual conjuntura. É simplesmente contraproducente cooperar com o governo dos EUA.
Sugiro que os blogueiros ditos progressistas se informem um pouco mais antes de começar a discutir um assunto, porque mesmo escrevendo as mais lúcidas verdades podem estar fazendo um desserviço.
E me coloco a disposição para discutir, divulgar e protestar por toda mudança na lei ou na atitude das pessoas que possa significar uma conquista de direitos para as mulheres. Portanto que não envolva Julian Assange.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O show tem que continuar

O grande fator de integração nacional sempre foi a notícia da vez. Alternamos entre a vida sexual do Ronaldo fenômeno, a menina defenestrada pelos pais, o namorado que, tomado pelo ciúme (e muito machismo), mata uma mulher e agora a violência no Rio de Janeiro.
Para ilustrar como funciona este verdadeiro show biz da vida real, abaixo estão as fotos mais importantes do último evento:

No fundo, vê-se um soldado do BOPE na mansão do traficante.













Captação de um momento mágico por Urbano Erbiste, do JB.












Este é um famoso policial da civil.





Não vou colocar a da bandeira do Brasil no topo do teleférico para não transmitir uma mensagem mentirosa.
O que existe de comum entre as várias notícias da vez?
R. A grande mídia fazendo um desserviço, como diz a juíza
Kenarik Boujikian Felippe titular da 16ª Vara Criminal de São Paulo.

Tomada pela onda Big Brother, onde o entretenimento ficcional não diverte mais e as pessoas buscam algo mais real, algo que as faça sentir mais humanas, a grande mídia reafirma a sua função comercial, veiculando os casos excepcionais da vida das pessoas.
Que casos excepcionais de pessoas normais é divertido, até eu concordo, com um pouco de vergonha. Mas a pergunta que fica é: quanto de verdade existe nestes shows da vida real?
No caso do Big Brother, podemos dizer que são as atuações dos participantes, que colaboram com o show para alcançar fama e dinheiro.
Já no Rio, são os carros queimados, as pessoas presas, a bandeira do brasil e os bandidos mortos.
E o que os dois tem em comum?
Para entender a atuação dos participantes do Big Brother, temos imaginar quais são os verdadeiros motivos por trás daquelas ações. A mesma pergunta funciona no caso dos atos violentos na cidade maravilhosa.
E o que eles tem de diferente?
No caso do BB, o apresentador incentiva o questionamento. "Será que ele gosta da menina, ou a está namorando para durar mais tempo na casa?"
Já no Rio de Janeiro a resposta está pronta, não existe o questionamento. "Os bandidos queimaram os carros para protestar contra as Unidades de Polícia Pacificadora. Então, o governador agiu com braço forte, enviou os heróis do BOPE e o exército para garantir a nossa segurança e eliminar os inimigos dos cidadãos de bem."
Alguém da grande mídia discute isso?
Pergunte para qualquer pessoa que não conheça o Rio de Janeiro o que ela acha da situação. Alguns poucos irão divergir da opinião acima.
Estes poucos provavelmente se informam de outra forma.
Será que
"Os bandidos queimaram os carros para protestar contra as Unidades de Polícia Pacificadora"? O governador agiu com braço forte? Vale a pena ver o que o Marcelo Freixo e o Chico Alencar escreveram a respeito.

Quanto ao heroísmo do BOPE, também existem divergências.

"
Os crimes contra a humanidade possuem (pelo menos) seis exigências: (a) atos desumanos (assassinatos, extermínios, desaparecimentos etc.), (b) generalizados ou sistemáticos, praticados (c) contra a população civil, (d) durante conflito armado, (e) correspondente a uma política de Estado levada a cabo por agentes públicos ou pessoas que promoveram essa política, (f) com conhecimento desses agentes."
Será que o BOPE se enquadra?
E o exército brasileiro, conhecido por muitos pela sua contribuição em 64, foi muitas vezes acusado pro violações do direitos humanos no Haiti.

Por fim, os inimigos dos bons costumes eliminados são novamente os criminosos pobres e alguns moradores que para a sua infelicidade ficaram na linha de tiro ou foram confundidos com algum criminoso. Claro que a polícia colocou rapidamente uma trouxa de maconha explosiva no bolso do meliante.
"
"O que se vê é a prisão dos pequenos. Para se ter um efeito real, é preciso combater os que estão lá em cima. Os de baixo são substituíveis", afirma, destacando que "a ponta de cima" é o empresário que ganha muito dinheiro com o tráfico. "Esse é intocável"." (link)

Agora, o que me deixa realmente triste, são as pessoas fazerem análises profundas a respeito da estrutura do CQC e da vida de algum ator global e outras tão ingênuas a respeito de morte e violência.

Para não deixar o leitor triste, recupero os assuntos do início: no caso da criança defenestrada, agora a lei proíbe bater em filho. Depois da namorada assassinada por ciúme, a lei Maria da Penha tenta coibir a violência contra a mulher.

Para o caso romântico do Ronaldo, discute-se criminalizar a homofobia - eu que achei que isso deveria fazer parte dos crimes de preconceito.

Parece que acima do desserviço de informação da grande imprensa está o sentimento de justiça da maioria dos brasileiros. Assim talvez a sociedade agora comece a discutir a descriminalização do comércio das "drogas leves" ou "sociais". Descriminalizar o uso das pesadas poderia vir junto. E uma CPI do crime organizado para prender os criminosos ricos?

Até lá, o show deve continuar.

sábado, 22 de agosto de 2009

Bye bye Brasil

Voltei pro Rio para meus últimos 3 dias no Brasil. Em pouco tempo voltaria para a Alemanha.
Muito amor com a minha namorada desde a chegada, mas em algum momento chega a necessidade de tomar novos ares e vamos procurar o que fazer.
Meus amigos não sairiam esta noite, então ela me convida para um samba onde um amigo tocaria.

Este amigo é um ex-namorado, que já foi motivo de uma pequena confusão, mas eu não sou uma pessoa insegura, então a festa deve continuar.

Insegurança foi o motivo da conversa. Sentados na festa, entre várias cervejas e caipirinhas, discutimos sobre muitas coisas, entre elas o ciume.
Eu falei que a minha idéia de ciume está relacionada com dois outros sentimentos:
propriedade e insegurança. E isso seria usado contra mim...

Depois de uma música muito agradável, uma caipirinha gostosíssima e uma comidinha honesta, a banda acaba e vamos pagar a conta. Fico sem dinheiro depois disso, mas a noite tinha valido cada centavo.
Então ela vai bater o último papo com o amigo - e ex - antes de sairmos.
Fico um pouco por fora do papo, pois não conheço o amigo, nem as pessoas ou lugares da conversa.

Depois de um pouco esperar, vou ao banheiro. Saio e fico esperando os dois acabarem o papo - bom, agora já começa a bater o ciúme, pois os dois conversam sem notar a minha longa ausência. Depois de um longo tempo esperando, penso que isso era besteira e vou ao encontro da minha namorada que me abraça, mas continua conversando com o sujeito e eu fico com o sorriso amarelo de quem não entende as piadas.

Depois de muito tempo, o sujeito, não a minha namorada, decide ir. Então nós também vamos embora.
Eu saio não muito contente, depois de meia hora sem comunicar com ninguém e a minha namorada não entende a minha feição.

- O que foi? O que foi?
- Eu fiquei meia hora sem falar muito e desacostumei.

Entramos na van para Copacabana.

- Isso tem algo a ver com insegurança ou propriedade?
- Você quer algo para enfiar no seu rabo?

Desculpe leitor pela linguagem chula, mas depois de tudo isso eu não poderia ouvir ninguém me chamar de ciumento usando as minhas palavras, isso foi muito humilhante eu perdi toda a polidez.

Muito divertido. Passei meu último sábado em uma festa que eu não conhecia ninguém, minha namorada conversando animadamente com o ex dela por meia hora, eu chupando dedo, fui chamado de ciumento da jeito mais sacana.
Lição do dia: Ligue sempre para os seus amigos antes de sair e leve um livro para certas festas.

Bye bye Brasil.
Te vejo no carnaval.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

2 meses em Heidelberg

Mudei pra Heidelberg dia 03 de junho, logo depois do meu aniversário que comemoramos com um mergulho em Arraial do Cabo - RJ.

O mergulho estava muito bonito, se quiser olhar, tem um vídeo aí embaixo onde apareço eu com a Pilar e meus amigos:
http://www.youtube.com/watch?v=TZDZ6W20VHM

Eu defendi o mestrado no Rio depois de muuuuito trabalho e pressão. Um dia eu não tinha tese pronta, nem sabia do meu futuro. No outro dia, quando acabei de escrever a tese e a imprimi, veio o alívio e o e-mail de Heidelberg contando que eu havia sido aprovado.
Eu estava tão cansado e atordoado que nem consegui comemorar direito =P

O pessoal aqui é bem bacana em geral.
Tenho saído com uma colega, que é da Sérvia, a Milica. Na foto aparecem o Paul e a Mili.
Paul, eu e Milica

Também tenho um amigo brasileiro, o Wladimir, e uma alemã, a Mareike, que nos encontramos de vez em quando.
Mareike

Fora isso tem o pessoal do instituto que sai sempre pra umas cervejinhas.


Quando cheguei fui morar na moradia estudantil, mas aqui é bem diferente. Eles pagam e muito pra morar. O meu ap. que era um kitnet indifidual custava uns €400(R$1200)/mês e um ap. de quatro quartos pra dividir em 4 custa, €270(R$810)/mês.
Saí de lá e fiquei uma semana na casa da Milica, depois fui morar em um ap. de 2 quartos com uma menina, a Mahren. Estou neste ap. até hj.
A Mahren é legal, pena que quase não fica em casa, ela sai bem cedo pela manhã e a vejo algumas noites, principalmente quando eu marco um jantar.

Dia 3 de agosto completam 2 meses que estou aqui e já vou voltar pro Brasil. Estou bem contente =)
Vou poder rever meus amigos, a Pilar e meus pais que estarão no Rio por uma semana.

A minha primeira impressão dos alemães de Heidelberg é que eles são mesmo fechados - grande novidade!
Fechados, como assim? Você pode ficar em uma festa cheia de gente e só conversar com 2 ou 3 pessoas que vc já conhecia. É sempre mais difícil fazer contato com pessoas que vc não conhece previamente.
Quando alguém chega no trabalho e não fala com ninguém, é porque essa pessoa não dormiu bem ou porque está chateada, etc. Aqui é o padrão. Não sei se eles são tímidos ou alguma outra possibilidade, mas parece que eles vivem muito bem das 8 ás 18 sem contato humano. Pode ser também porque eu estou em um grupo de astronomia teórica.

Esta tarde eu não vou trabalhar. Vou aproveitar o sol que está fazendo e ir pro Neckarwiese (gramado a beira do rio Neckar) pra ler os artigos científicos por lá mesmo.

Quando enjoar disso, eu pego o meu livro, La Catedral del Mar, e relaxo.
Esta noite talvez eu vá a uma ópera - tomara que dê certo.

Agora eu vou no restaurante universitário almoçar. Sempre tem muita variedade de salada, eu gosto também da mussarela de búfala e quando tem grelhado. Tem coca de garrafinha e uma fruta ou mousse com bombom de sobremesa. hummmm...