sábado, 22 de dezembro de 2007

Férias em Brasília

Mais umas férias na casa dos meus pais.

Não conheço quase ninguém em Brasília, somente os amigos dos meus pais, que tem mais que 40 anos, amigos do meu irmão, que tem menos de 17, os amigos da minha irmã que gostam de música sertaneja e não sabem conversar a respeito de mais nada que não seja encher a cara, dos porres, etc.

Aqui eu posso dormir bastante, passar o dia inteiro na internet, correr no fim da tarde, jogar na LAN House com o meu irmão, comer até morrer o monte de comida que minha família sempre compra.

Estou aqui faz dois dias e já comi duas vezes churrasco! Muito bom isso, vai dar pra matar as saudades. Minha família nasceu quase toda no RS e por isso, churrasco sempre foi parte da cultura. Com dez anos eu já açava churrasco quando era pouca carne e meu pais podia ficar cuidando de longe pra não queimar nem fazer nenhuma outra besteira.

O melhor churrasco é aquele mal passado, com maionese, arroz e mandioca. Eu sempre como isso até passar mal. Acho que poderia comer isso toda semana, sem enjoar.

Até os 22 anos, eu achava que não deveríamos colocar coisas na nossa vida que se repetissem, o sentido da felicidade era para onde havia experimentação, coisas novas sempre. Certo dia percebi que haviam coisas que eu adorava, que poderia fazer sempre, sem enjoar e continuariam momentos de puro deleite. A maioria estava relacionada com comida ou prazeres mais básicos - entendeu, não?

Vindo pra BSB, no ônibus, havia uma menina no banco da frente do ônibus. Eu puchei conversa a respeito de um assunto qualquer. Acho que foi uma pergunta, ou um comentário, já havia lido metade do meu livro no ônibus e queria fazer outra coisa agora. A pesar da tosca abordagem, a menina se mostrou simpática. Respondeu ás minhas perguntas e perguntou outras coisas. Conversamos sobre lugares pra sair, música, coisas que gostávamos, quem éramos, o que fazíamos, etc. Ela me contou até que a avó morrera a pouco e como ela se sentia e seus olhos ficaram parecidos com o do gato de botas do Shrek. Acho que isso foi uma demontração de que eu havia passado confiança, ou de que ela era uma pessoa bastante aberta, ou ainda que ela só contava esse tipo de coisa a desconhecidos, ou que não tinha nenhum amigo próximo a quem ela poderia contar, ou...

No fim marcamos de sair algum dia, em um dos bares que ela havia dito que eram bons. Ela falou de um bar que chama Kalaf que fica na Asa Sul, que nos sábados toca Samba e nas segundas Black Music.

Bem, hoje é sábado e acho que não poderei ir. Minha irmã bebeu todas ontem e não poderá me dar carona. Vou conversar com ela mais tarde ver se muda de idéia.

Queria mesmo ir. A menina era interessante, não falou nenhuma besteira, nada de surpreendente, tãopouco.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Fim do dia

Já é noite e você deve dormir. Amanhã, pela manhã, tudo recomeça. Você deita na sua cama, que é só sua. Ajeita o travesseiro, se cobre, fecha os olhos, tenta arrumar a forma mais confortável de dormir. Então, naturalmente, seu corpo se contrae um pouco. suas pernas flexionam, seu peito desce um pouco e seus ombros se contraem. Seu pensamento parece que está focado no seu peito, não... no estômago... na verdade em algum lugar por alí.
Mas o que há ali? Parece que nada, parece que é frio, parece que pensar nesse lugar do corpo dá frio.
Será que se a cama não fosse só sua essa sensação passaria? Será que se aquela pessoa que você pensou, é aquela mesma que nunca sai do pensamento, se ela estivesse do seu lado, você estaria dormindo tranquilo?
O melhor é pegar o livro e esperar o sono chegar.