terça-feira, 5 de maio de 2009

O princípio do fim: BSB - Curitiba

Brasília é um lugar no mínimo curioso. Cheguei aqui em Sobradinho sem muitas aspirações: iria redigir o meu artigo e só. Ficar em casa, comer a comidinha da mamãe, encontrar roupas magicamente passadas no guarda-roupas e economizar o dim-dim que será tão útil além-mar.
Nos primeiros dias, eu fiquei sem saber o que fazer: tomava uma vinho com o meu pai a noite, verificava meus e-mails, corrigia minha dissertação do mestrado. Antes de me acostumar, rolou uma vigem para Curitiba que produziu belíssimas lembranças, como esta aí do lado.

Curitiba tem vários encantos: organizada, limpa, pessoas simpáticas, parques agradáveis, restaurantes, bares, amigos das antigas e o casamento do Felipe. Este último um evento a parte: cerimônia rápida e indolor - pelo menos para os convidados, não sei se o noivo acha o mesmo =)
A comida estava espetacular e a bebida muito fina. A festa estava até divertida, mesmo não sendo um dos amigos de infância do Felipe, pude dançar feliz uma
"Bomba, para bailar esto es una
bomba, para menear esto es una
bomba, para gozar esto es una
bomba, y las mujeres lo bailan assi"
Estava, no mínimo, engraçado.
Ficamos em um hotel muito bacana e quentinho, somente eu e a Pi no quarto. Isso deu todo um ar de romance no reencontra depois de infinitos 10 dias de distância. Ficamos muito tempo no quarto, curtindo um o calor e o carinho do outro. Banhos a dois, massagens nos pés e todos os prazeres que só alcançam os que têm intimidade, carinho, respeito e amor.
Ganhamos uns bilhetes para andar em um ônibus jardineira, desses com o teto aberto para se ver a cidade e ser olhado pelos locais como turistas com caras abobadas. A viagem encantou tanto que já se falou em montar um instituto de astronomia por lá.
Depois ainda fomos no jardim botânico, que estava bonito como sempre, mas tinha uma exposição dos sentidos, ou sensações, que explorava o tato e o olfato com uma diversidade de plantas muito simpáticas.
Pra completar o passeio, ficamos na casa do Gustavo e da Maíra, amigos dos tempos de graduação, que sempre são muito prestativos. Eles nos levaram pra curtir a night curitibana, que estava muito cheia, isso nos levou parar em uma casa de vodca chamada Pravda, que estava mais vazia. Claro que o nome me encantou como a qualquer comuna encantaria. Entramos e já fomos brindados com um lugar todo decorado de revolução russa e vodca em dobro. O DJ muito inspirado, com a ajuda da Stolichnaya, levou a galera a produzir os passos mais lancinantes, que vibravam em um freqüência de alteração individual e coletiva. Senti-me como um comuna russo bêbado - divertidíssimo.
No mesmo dia pegamos o táxi para o aeroporto e daí até o Rio de Janeiro.