Neste sábado, 7 de fevereiro, celebrávamos um aniversário em um bar da Lapa quando policiais da operação Lapa Presente decidiram revistar dois garotos, na calçada próxima. Tendo em vista o histórico da PM carioca, decidi filmar a ação para garantir a segurança dos garotos.
Neste momento o Cabo Freitas, que comandava a operação, decidiu mostrar toda a sua autoridade e mandou eu ficasse de cara contra a parede. Eu perguntei se era suspeito de algo para ser tratado daquele jeito. Outro policial disse apenas que se a imagem que eu fazia com a minha câmera vazasse, eles poderiam saber quem a gerou.
Jogar contra a parede quem filma, especialmente quem trabalha com isso como eu, vai contra as nossas liberdades democráticas duramente conquistadas.
Como o policial não encontrou nada comigo, decidiu atingir a mulher que estava comigo. Pediram não só a identidade como quiseram revistar sua bolsa. Óbvio que ninguém deve entregar a bolsa a uma pessoa dessas, visto que existem muitos relatos de que eles carregam o "kit-flagrante", normalmente um pouco de droga.
Dissemos que abriríamos a bolsa e mostraríamos o que estava dentro, mas sem entregar nas mãos do policial. Este repetiu com voz mais autoritária que queria a bolsa, aumentando a tensão, até que ele disse que estava ordenando. Foi quando o policial puxou a mulher pelo braço, o que deixou os presentes muito indignados.
A tensão foi aumentando até que o Cabo Fritas decidiu que havia sido ofendido pelas filmagens e pelas pessoas que eram jogadas contra a parede e tinham seus pertences revirados.
Eu fui detido apenas para averiguação, como na época da ditadura. Infelizmente, minha companheira irá responder por desacato. Apesar de estarem filmando, os policiais não tinham nenhuma prova da infração.
A Operação Lapa presente tem constrangido centenas de frequentadores do bairro boêmio. Os abusos de autoridade são frequentes. Policiais mostram seu total desprepara para lidar com a população. Querem apenas exercer sua autoridade. Deve ser baixa auto-estima ou coisa pior. Somos, cada vez mais, reféns de um Estado Policial que trata o cidadão como inimigo.
Eu também quero o fim da Polícia Militar!
- Queria agradecer à Dr. Natasha Zadorosny por sair de casa no meio da noite e ir à delegacia nos atender.
Neste momento o Cabo Freitas, que comandava a operação, decidiu mostrar toda a sua autoridade e mandou eu ficasse de cara contra a parede. Eu perguntei se era suspeito de algo para ser tratado daquele jeito. Outro policial disse apenas que se a imagem que eu fazia com a minha câmera vazasse, eles poderiam saber quem a gerou.
Jogar contra a parede quem filma, especialmente quem trabalha com isso como eu, vai contra as nossas liberdades democráticas duramente conquistadas.
Como o policial não encontrou nada comigo, decidiu atingir a mulher que estava comigo. Pediram não só a identidade como quiseram revistar sua bolsa. Óbvio que ninguém deve entregar a bolsa a uma pessoa dessas, visto que existem muitos relatos de que eles carregam o "kit-flagrante", normalmente um pouco de droga.
Dissemos que abriríamos a bolsa e mostraríamos o que estava dentro, mas sem entregar nas mãos do policial. Este repetiu com voz mais autoritária que queria a bolsa, aumentando a tensão, até que ele disse que estava ordenando. Foi quando o policial puxou a mulher pelo braço, o que deixou os presentes muito indignados.
A tensão foi aumentando até que o Cabo Fritas decidiu que havia sido ofendido pelas filmagens e pelas pessoas que eram jogadas contra a parede e tinham seus pertences revirados.
Eu fui detido apenas para averiguação, como na época da ditadura. Infelizmente, minha companheira irá responder por desacato. Apesar de estarem filmando, os policiais não tinham nenhuma prova da infração.
A Operação Lapa presente tem constrangido centenas de frequentadores do bairro boêmio. Os abusos de autoridade são frequentes. Policiais mostram seu total desprepara para lidar com a população. Querem apenas exercer sua autoridade. Deve ser baixa auto-estima ou coisa pior. Somos, cada vez mais, reféns de um Estado Policial que trata o cidadão como inimigo.
Eu também quero o fim da Polícia Militar!
- Queria agradecer à Dr. Natasha Zadorosny por sair de casa no meio da noite e ir à delegacia nos atender.

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