AGITADORES, NÃO PASSARÃO!
O poder estabelecido no Palácio Guanabara e do Planalto foram sempre hostis às manifestações que eclodiram a partir de Junho de 2013. Para sufocar a tentativa do povo de tomar o poder, os governantes usaram das táticas mais indecentes. Esperar o quê de comandos de batalhões nazifascistas como os da PMERJ?
As táticas de repressão incluíam os famigerados Policiais Infiltrados (P2 ou Papa 2). Esses policiais são vistos em vários momentos nas manifestações, seja quebrando vidros [1], ou atirando coquetéis molotov [2]. Na visita do Papa, por exemplo, haviam dezenas destes policiais infiltrados [3].
Os objetivos principais de infiltrar agentes da Polícia Militar entre os manifestantes são: adquirir informações, ações localizadas e, principalmente, criar justificativas para ações violentas de repressão, quebrando um vidro de banco, por exemplo. Outro efeito indireto dessa tática é a ruptura interna, pois os manifestantes passam a não confiar em desconhecidos nas ruas, gerando uma paranoia e tolhendo o apoio mútuo.
Além disso, as forças de repressão usaram táticas mais elaboradas para conseguir informações - os policiais infiltrados nos grupos. Também chamados de P2, esses policiais se distinguem dos anteriores por não participar apenas das manifestações, mas também por se infiltrar em assembleias, reuniões e até mesmo nas rodinhas de bar. A forma de atuação desses infiltrados envolvia buscar confiança e amizade dos manifestantes, às vezes pagando bebidas e fazendo outros pequenos favores. Fica o alerta: quando a esmola é muita, desconfie.
Outro tipo de delator é o que se envolveu de alguma forma com os manifestante mas, por desentendimentos pessoais, decidiu se vingar fazendo acusações absurdas e criando inverdades. Este é o caso de Clayton, Felipe Bráz e Anne Josephine, os delatores do processo contra os 23 manifestantes presos na Copa do Mundo [4]. Estes delatores são os mais perigosos pois suas mentiras são tratadas como se fossem confissões de um ex-manifestante, que saiu por discordar dos rumos que os radicais tomaram. Na verdade, são quase sempre expulsos, mas insistem na mentira e dizem ter saído por divergências ideológicas.
Depois de muito sofrer com esses traíras, os manifestantes ganharam muita experiência em identificar pessoas assim e está cada vez mais difícil para os inimigos do povo agir com esse tipo de malícia.
Neste sentido, os grupos organizados deveriam estar trabalhando muito bem, depois de tamanha experiência adquirida. Entretanto, existe um último tipo de pessoa que continua a minar os grupos e a criar discórdia e desconfiança: o agitador.
O agitador é, em geral, uma pessoa com muita energia para os trabalhos, mas que tem uma lupa que enxerga bem os pequenos erros e falhas dos outros companheiros. Note que este tipo normalmente se apoia em suas colaborações e gasta muito tempo para convencer a todos que seu trabalho é essencial. Por outro lado, ele cobra dos companheiros um posicionamento ideológico e comportamento prático parecido ou idêntico ao seu. Quando alguém discorda dele, esta pessoa se torna inimiga pessoal. O agitador irá usar de xingamentos, ameaças, acusações, mentiras, meias-verdades e outras armas para se vingar dos seus inimigos.
Outra característica do agitador é o perfil mandão, agressivo e paranoico: quem não está comigo é contra mim. É natural que este parasita queira aliciar outros membros nos grupos e trazê-los para o seu lado. Os que concordam com ele em determinados assuntos são intimados a tomar as suas dores. Os que não fazem como ele manda, sentirão a sua ira.
Diferente dos policiais infiltrados, o agitador tem ideologia parecida com a dos manifestantes. Ele diz pensar assim para ganhar a confiança dos outros companheiros. Entretanto, essa aparente concordância tem algumas limitações. Em seus comentários peçonhentos e raivosos, você sempre encontrará resquícios de machismo, homofobia e moralismo.
Assim, os espaços que deveriam ser de construção coletiva, para conscientização e ação política, tornam-se panelinhas. Viram um espaço cênico de espetáculo social, onde a estética fala mais alto que a ética.
Os resultados práticos desse tipo de parasitismo são a ruptura interna e o diminuição do apoio mútuo, muito parecido ao efeito dos P2.
O desafio atual do movimento político que se organizou a partir de Junho de 2013 é identificar os agitadores e se proteger de seus venenos. Os agitadores normalmente têm um histórico de vacilações que geraram a discórdia em grupos, não sendo difícil, portanto, o seu reconhecimento. Quando alguém estiver desarticulando o seu grupo, pegunte aos companheiros mais antigos se essa pessoa já não provocou o mesmo em grupos anteriores.
Concluindo, a proteção contra esse tipo de gente é aprofundarmos a colaboração e confiança entre os companheiros mais comprometidos com a luta social e menos preocupados com seus traumas internos.
Agitadores, não passarão!
[1] http://youtu.be/RsLM9AcJHXk?t=43s
[2] https://www.youtube.com/watch?v=OC_rns9bSG0
[3] https://www.youtube.com/watch?v=6p63miupDx8
[4] - Clayton: rapaz vulnerável, com visíveis problemas mentais, confessou ser apaixonado por Sininho e se arrepender das acusações;
- Felipe Bráz: foi expulso do movimento por atitudes machistas. Em entrevista para O Dia ( http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-07-24/ex-lider-da-fip-e-a-principal-testemunha-em-inquerito-contra-ativistas.html), chamou o Desembargador Siro Darlan de "viado" e mostrou estar muito feliz com a prisão da Sininho. Além disso, responde à pergunta da jornalista com "Pô, você deve ser muito gatinha, mas por que eu falaria isso pra você?".
- Anne Josephine: companheira de um ex-namorado da Elisa Quadros (Sininho), que se sentiu traída com a relação destes dois.
O poder estabelecido no Palácio Guanabara e do Planalto foram sempre hostis às manifestações que eclodiram a partir de Junho de 2013. Para sufocar a tentativa do povo de tomar o poder, os governantes usaram das táticas mais indecentes. Esperar o quê de comandos de batalhões nazifascistas como os da PMERJ?
As táticas de repressão incluíam os famigerados Policiais Infiltrados (P2 ou Papa 2). Esses policiais são vistos em vários momentos nas manifestações, seja quebrando vidros [1], ou atirando coquetéis molotov [2]. Na visita do Papa, por exemplo, haviam dezenas destes policiais infiltrados [3].
Os objetivos principais de infiltrar agentes da Polícia Militar entre os manifestantes são: adquirir informações, ações localizadas e, principalmente, criar justificativas para ações violentas de repressão, quebrando um vidro de banco, por exemplo. Outro efeito indireto dessa tática é a ruptura interna, pois os manifestantes passam a não confiar em desconhecidos nas ruas, gerando uma paranoia e tolhendo o apoio mútuo.
Além disso, as forças de repressão usaram táticas mais elaboradas para conseguir informações - os policiais infiltrados nos grupos. Também chamados de P2, esses policiais se distinguem dos anteriores por não participar apenas das manifestações, mas também por se infiltrar em assembleias, reuniões e até mesmo nas rodinhas de bar. A forma de atuação desses infiltrados envolvia buscar confiança e amizade dos manifestantes, às vezes pagando bebidas e fazendo outros pequenos favores. Fica o alerta: quando a esmola é muita, desconfie.
Outro tipo de delator é o que se envolveu de alguma forma com os manifestante mas, por desentendimentos pessoais, decidiu se vingar fazendo acusações absurdas e criando inverdades. Este é o caso de Clayton, Felipe Bráz e Anne Josephine, os delatores do processo contra os 23 manifestantes presos na Copa do Mundo [4]. Estes delatores são os mais perigosos pois suas mentiras são tratadas como se fossem confissões de um ex-manifestante, que saiu por discordar dos rumos que os radicais tomaram. Na verdade, são quase sempre expulsos, mas insistem na mentira e dizem ter saído por divergências ideológicas.
Depois de muito sofrer com esses traíras, os manifestantes ganharam muita experiência em identificar pessoas assim e está cada vez mais difícil para os inimigos do povo agir com esse tipo de malícia.
Neste sentido, os grupos organizados deveriam estar trabalhando muito bem, depois de tamanha experiência adquirida. Entretanto, existe um último tipo de pessoa que continua a minar os grupos e a criar discórdia e desconfiança: o agitador.
O agitador é, em geral, uma pessoa com muita energia para os trabalhos, mas que tem uma lupa que enxerga bem os pequenos erros e falhas dos outros companheiros. Note que este tipo normalmente se apoia em suas colaborações e gasta muito tempo para convencer a todos que seu trabalho é essencial. Por outro lado, ele cobra dos companheiros um posicionamento ideológico e comportamento prático parecido ou idêntico ao seu. Quando alguém discorda dele, esta pessoa se torna inimiga pessoal. O agitador irá usar de xingamentos, ameaças, acusações, mentiras, meias-verdades e outras armas para se vingar dos seus inimigos.
Outra característica do agitador é o perfil mandão, agressivo e paranoico: quem não está comigo é contra mim. É natural que este parasita queira aliciar outros membros nos grupos e trazê-los para o seu lado. Os que concordam com ele em determinados assuntos são intimados a tomar as suas dores. Os que não fazem como ele manda, sentirão a sua ira.
Diferente dos policiais infiltrados, o agitador tem ideologia parecida com a dos manifestantes. Ele diz pensar assim para ganhar a confiança dos outros companheiros. Entretanto, essa aparente concordância tem algumas limitações. Em seus comentários peçonhentos e raivosos, você sempre encontrará resquícios de machismo, homofobia e moralismo.
Assim, os espaços que deveriam ser de construção coletiva, para conscientização e ação política, tornam-se panelinhas. Viram um espaço cênico de espetáculo social, onde a estética fala mais alto que a ética.
Os resultados práticos desse tipo de parasitismo são a ruptura interna e o diminuição do apoio mútuo, muito parecido ao efeito dos P2.
O desafio atual do movimento político que se organizou a partir de Junho de 2013 é identificar os agitadores e se proteger de seus venenos. Os agitadores normalmente têm um histórico de vacilações que geraram a discórdia em grupos, não sendo difícil, portanto, o seu reconhecimento. Quando alguém estiver desarticulando o seu grupo, pegunte aos companheiros mais antigos se essa pessoa já não provocou o mesmo em grupos anteriores.
Concluindo, a proteção contra esse tipo de gente é aprofundarmos a colaboração e confiança entre os companheiros mais comprometidos com a luta social e menos preocupados com seus traumas internos.
Agitadores, não passarão!
[1] http://youtu.be/RsLM9AcJHXk?t=43s
[2] https://www.youtube.com/watch?v=OC_rns9bSG0
[3] https://www.youtube.com/watch?v=6p63miupDx8
[4] - Clayton: rapaz vulnerável, com visíveis problemas mentais, confessou ser apaixonado por Sininho e se arrepender das acusações;
- Felipe Bráz: foi expulso do movimento por atitudes machistas. Em entrevista para O Dia ( http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-07-24/ex-lider-da-fip-e-a-principal-testemunha-em-inquerito-contra-ativistas.html), chamou o Desembargador Siro Darlan de "viado" e mostrou estar muito feliz com a prisão da Sininho. Além disso, responde à pergunta da jornalista com "Pô, você deve ser muito gatinha, mas por que eu falaria isso pra você?".
- Anne Josephine: companheira de um ex-namorado da Elisa Quadros (Sininho), que se sentiu traída com a relação destes dois.
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