quarta-feira, 18 de junho de 2014

Enquanto você grita gol

Deram-lhe o circo
e você esbravejou,
esqueceu o suor da semana,
o salário finado,
a fila da doença,
o livro da criança

Enquanto você grita gol
manifestante apanha
PM bate
P2 atira
pau come

Você descansa na cama
a vândala na luta cansa
passa a noite na DP
acusada de portar coco
lata de batuque
e pedra solúvel

O Choque atirou
comeu lanche bichado
dormiu no chão
chegou em casa de ônibus

O circo chegou
pra alegria do ricaço
o VIP do Maraca
vaiou a presidenta
e riu do palhaço

Lá se foram nossos 30 bilhões
no bolso das empresas
Na tela da TV
comprada a prestação
a Copa ali do lado
o Garoto na rua
assiste Globo na Sony
toma Coca
paga com Visa

A festa foi no seu quintal
você pagou a conta
assistiu de longe
comerem o seu bolo

Enquanto você grita gol
enganaram um trouxa
que aceitou trocar
a terra e paixão
pelo espelho da Suíça
O índio mais esperto
quebrou o espelho
resiste e rexiste
na árvore da aldeia

A festa é sua
olhe para o seu presente
o espelho irá mostrar
a cara pintada
do palhaço verde-amarelo
que ri idiota
de sua própria falta
desgaçado sem graça

sábado, 14 de junho de 2014

Abertura surrealista da Copa

A Copa do Mundo começou na quinta-feira, dia dos namorados. Entretanto, FIFA e os Governos não despertaram nenhum grande amor da população. Apesar de vibrarem com os lances dentro de campo, a performance da maior empresa de futebol do mundo deixou muito a desejar. A maioria dos brasileiros se contentou com o "Melhor Copa mal-feita do que nenhuma Copa". Outros não quiseram e ainda não aceitam a Copa enfiada garganta abaixo.

Nas últimas contas, esta festa já custou mais de R$ 30 bilhões [1], sem contar os custos sociais do projeto, como as 170.000 pessoas removidas de suas casas [2]. Os que não foram jogados de casa para a rua receberam um imóvel do Minha Casa Minha Vida, custo que não entra nas contas da Copa. Governos estaduais e municipais também investiram pesadamente para garantir uma "boa imagem" para os turistas, incluindo a retirada forçada de moradores de rua [3].

Para mostrar sua indignação, muitos brasileiros saíram às ruas. Não para vibrar com a estréia da seleção anfitriã, mas para denunciar a quadrilha formada pelo Estado brasileiro e sua sócia, a FIFA. Foram placas com "FIFA go home!" e gritos "Da Copa, eu abro mão; eu quero mais dinheiro pra saúde e educação".

No Rio de Janeiro, as manifestações começaram às 10 da manhã, com professores em greve há um mês, que saíram da Candelária em direção à Lapa [4]. Lá, a covardia dos cães de guarda do Estado, a PMERJ, foi mais uma vez ultrajante. Chegaram a arrastar um professor pelos cabelos.

Depois deste ato, os manifestantes se concentraram em Copacabana, onde se realizou o FIFA Fun Fest, mais um evento particular pago com dinheiro público. O ato foi pacífico a maior parte do tempo, apesar da presença de policiais não identificados vestidos de Robocop.

O clima ficou tenso quando um vândalo decidiu pegar um coco, segundo a PM. O vândalo foi agarrado nas areias próximas a praia, mas o coco ainda não foi encontrado. Na sequência, outro vândalo pegou uma pedra. Quando questionado sobre a falta de evidência material do crime, o PM disse que "a pedra se dissolveu".

Depois de evitar o porte de coco e pedra, a PM decidiu que estava "na hora de começar a coça"[5]. Para acabar com o ato pacífico, a PM agiu em pequenos focos, espancando manifestantes ao longo da Avenida Atlântica. A ação engenhosa dispersou rapidamente os manifestes. Dois integrantes do Coletivo Mariachi foram espancados e detidos, acusados de "jogar lixo no chão" e de "desobediência".

Alguns policiais militares se empenharam em desfazer a imagem de monstros sanguinários. No vídeo do Mariachi (assista http://youtu.be/E7Pa3pQirGU), eles tomam um cuidado quase que paternal com um lixeira. Além disso, ainda ensaiaram uma música do Trem da Alegria:

"Piuí Piuí, Piuí Abacaxi
Choque choque choque, choque por aí
Eu quero ter a tua companhia, vem viajar comigo no camburão"




[1] - https://br.esporteinterativo.yahoo.com/noticias/custo-copa-brasil-pode-atingir-r-30-bilh%C3%B5es-110000315--spt.html
[2] - http://www.portalpopulardacopa.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=367&Itemid=269
[3] - http://noticias.band.uol.com.br/cidades/minasgerais/noticia/100000686346/Militares-admitem-retirar-moradores-de-rua-na-Copa.html
[4] - https://www.facebook.com/coletivomariachi/photos/a.298908203582371.1073741829.280853248721200/414082482064942/?type=1
[5]  - http://youtu.be/E7Pa3pQirGU?t=6m8s

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Os seguranças da FIFA


Vivemos o clima de Copa do Mundo, o Brasil está vestido de verde e amarelo por todos os lados e, por todos os cantos, vemos protestos contrário a realização do mundial. Em abril deste ano, 41% dos brasileiros se diziam contra a realização da Copa [1].

Estes protestos deixaram a FIFA com receio de perder parte dos R$ 10 bilhões que esperam lucrar com o mundial [2]. Como impedir que os que são contrários tumultuem o evento de alguma forma?

A resposta para tal pergunta vem do secretário geral da FIFA, Jerome Valcke: "menos democracia é melhor para organizar uma copa do mundo". [3]

Em sintonia com a FIFA, o estado Brasileiro se organizou de uma forma inédita para garantir os lucros das empresas. O Comando Especial de Policiamento para a Copa (CEP-COPA) foi criado em vários estados para atuar exclusivamente em apoio à FIFA. [4]

Ontem, 12 de junho, na abertura do evento, os brasileiros puderam sentir na pele o quão empenhado o Estado brasileiro está em reprimir quem se opõe à Copa. No Rio de Janeiro, dois integrantes do Coletivo Mariachi foram brutalmente espancados pela polícia [5]. Na delegacia, foram enquadrados por "jogar lixo no chão" e "desacato". Obviamente, os policiais não poderia acusá-los de "manifestação" ou "mídia-ativismo". Os nossos colegas prestaram queixa por agressão. Entretanto, tendo em vista que nenhum policial foi punido em protestos até hoje, não esperamos que o próprio estado reprima seus cães de guarda.

Resumindo a estória, o CEP-COPA é a policia privada criada para proteger a FIFA. São homens pagos pelo brasileiro, pra lutar contra brasileiros e garantir os lucros da FIFA.


[1] - http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2014/06/1467905-51-dos-brasileiros-aprovam-realizacao-da-copa-no-brasil.shtml
[2] - http://esportes.r7.com/futebol/noticias/fifa-vai-ter-lucro-de-r-10-bilhoes-com-copa-do-mundo-20130327.html
[3] - http://www.reuters.com/article/2013/04/24/us-soccer-fifa-idUSBRE93N18F20130424
[4] - http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-05/pm-de-sao-paulo-cria-comando-exclusivo-para-atuar-na-copa-do-mundo
[5] - http://youtu.be/LTg5kytovsg

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O gênio capitalista: transformando presos em lucro

A concentração de renda é uma marca do sistema que vivemos. Segundo o IBGE, em 2012, um em cada cinco brasileiros vive com menos de 1/2 salário mínimo mensais. Em valores de hoje, menos de R$362. Neste cenário, torna-se natural que uma parcela destas pessoas se revoltem contra o sistema, incorrendo em crimes como comércio de entorpecentes, que responde por 27% dos encarcerados [1]. Para conter esses revoltados, o Estado brasileiro mantém 548.003 presos, ou seja, 1 em cada 348 habitantes.

Se contarmos as pessoas mortas ou desaparecidas pelas ações da polícia, este número poderia aumentar muito. Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) [2], aproximadamente 6 mil pessoas desaparecem anualmente, somente no Rio de Janeiro, tendo como caso mais emblemático o do pedreiro e pai de família Amarildo.

Por muito tempo, o destino destes indesejados tem sido a morte ou cadeias superlotadas e torturas sistemáticas. Entretanto, o cenário pode mudar nos próximos anos pois vários estados brasileiros pretendem implementar Parcerias Público Privadas (PPP) para criação dos chamados "presídios terceirizados", onde a iniciativa privada controla toda a gestão da penitenciária [3,4].

Além de lucrar com a gestão, os empresários ainda podem instalar linhas industrias dentro do presídio. No caso específico da penitenciária de Ribeirão das Neves, a intenção é transformá-la “pólo de EPI” (equipamento de proteção individual), colocando os presos para fabricar sirenes, alarmes, circuitos de segurança, coturnos e botas de proteção, uniformes e artigos militares.

Ao transformar o detento em trabalhador, abre-se outra janela, pois este trabalhador pode consumir produtos e serviços como assistência médica, odontológica e jurídica.

Neste "paraíso" capitalista, transformou-se o indesejado que onerava o estado em um trabalhador-consumidor. Genial, não?

Texto: Gustavo Dopcke / Coletivo Mariachi

[1] - http://www.infopen.gov.br/
[2] - http://www.isp.rj.gov.br/
[3] - http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,sp-construira-3-complexos-de-prisoes-privadas,1075138,0.htm
[4] - http://apublica.org/2014/05/quanto-mais-presos-maior-o-lucro/

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ministro dos esportes e os patrocinadores das eleições

Ministro dos esportes usa o jornal O Globo para dizer que Anistia Internacional Brasil errou ao denunciar abusos do Estado[1]. Ao defender manifestantes, a Anistia estaria aplaudindo saques e vandalismo. Ou seja, de uma forma semi-complicada, ele associa manifestação a vandalismo. Alguma novidade?

Assim, Aldo Rebelo mostra todo seu caráter autoritário, onde os interesses do Estado estão acima dos direitos do cidadão. Portanto, usa o mesmo discurso dos militares para justificar a repressão nos anos de chumbo. Aldo representa, assim, o viés mais autoritário do PCdoB.

A quem interessa o autoritarismo do Estado? Quem ganha com a violência policial?

O Estado que temos está empenhado em garantir os lucros dos bancos, que só com os juros da dívida consomem 5% de tudo o que o Brasil produz [2]. Outro cliente do Estado são as empreiteiras, que atingem altíssima lucratividade, através de obras superfaturadas, como as obras da Copa. São estas empresas que irão patrocinar a campanha política de Aldo Rebelo nestas eleições. Aí vemos o interesse do excelentíssimo ministro em apoiar a brutalidade policial contra os que se manifestam contra a Copa e as obras superfaturadas.

Segundo Eduardo Bresciani, do Estadão, Aldo já recebeu dinheiro das seguintes empresas: Itau, Ambev, Grupo Pão de Açúcar, Mendes Júnior, Odebrecht, e Camargo Corrêa [3]. Sem este patrocínio, seria difícil se eleger em outubro deste ano.

Entende, agora, porquê o ministro defende a violência policial?

[1] - http://oglobo.globo.com/opiniao/a-bola-fora-da-anistia-internacional-12536297
[2] - http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/08/31/juros-da-divida-consomem-tanto-dinheiro-publico-quanto-a-educacao/
[3] - http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,novo-ministro-do-esporte-recebeu-doacoes-de-patrocinadores-da-cbf,791321,0.htm

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Holofotes no Brasil: a luta é internacional e de esquerda

Os protestos do 15M no Brasil trouxeram de volta a população às ruas. No Rio, as câmeras mostraram alguns empurrões, porretadas e spray de pimenta [1]. Já em São Paulo, as manifestações começaram cedo e até o Datena comentou: "Chega de tanto desperdício de dinheiro!"[2]. Enquanto o sudeste esquenta com tantas greves, no Recife o exército vai às ruas para substituir a polícia em greve [3].

Neste cenário, o governo tenta mostrar força, chegando ao ponto dos marqueteiros do Planalto afirmarem que a 'super-quinta' foi um fracasso [4]. Ao mesmo tempo que os trabalhadores brasileiros mostram seu descontentamento com o Estado, na Turquia o clima é de luto pela morte de mais de 200 mineiros [5].

O que todos estes acontecimentos têm em comum?

Primeiro, para quem esteve no 15M no Rio de Janeiro, o destaque foi a presença maciça da imprensa internacional. Às vésperas da Copa do Mundo, os olhos do mundo se voltaram para nós. Neste sentido, poderíamos usar os holofotes para fortalecer a luta.

Quais as similaridades entre as mortes dos trabalhadores nos estádios da Copa e dos mineiros na Turquia? Dentro da lógica capitalista, não é interessante aumentar a segurança no trabalho, pois isso implica reduzir lucros. Brasileiros e turcos foram explorados até a morte, literalmente. Talvez seja a hora de declararmos o nosso apoio à luta dos povos do mundo contra a exploração.

Este discurso que coloca a pessoa humana acima do lucro é o que temos de mais revolucionário. Por outro lado, a reclamação do Datena é uma tentativa da direita de capitalizar sobre a indignação geral da população. Ao colocar a culpa das mazelas da Copa sobre os governantes, a direita perdoa os empresários, que foram os grandes beneficiários do evento.

Assim, se o objetivo último das manifestações é melhorar a vida do povo, não podemos deixar a direita sequestrar as reclamações legítimas da população, para favorecer suas ânsias eleitorais. Uma forma de fazer isso é deixar claro quem são os culpados das mazelas: Fifa, governos e, principalmente, os empresários. Sem isso, o povo irá votar em um Aécio Traficante Graúdo ou no Coronel Dudu Campos, achando que esse ato fará a vida melhorar.

Em suma, temos a oportunidade de tornar a nossa luta internacional, usando a presença da imprensa internacional a nosso favor. Ao mesmo tempo, devemos deixar bem claro que as nossas reivindicações não são as mesmas da direita.

Sugestões de cartaz para a próxima manifestação:
"RIP Turkish miners.
It was not an accident!"

"Empreiteiras que lucram com a corrupção na Copa:
Odebrecht, Camargo Correia, OAS, Andrade Gutierrez"

[1] - http://youtu.be/pJJY1kDy29M
[2] - http://youtu.be/fIejMdzFGKo
[3] - http://youtu.be/vEXn_qff6cY
[4] - http://www.estadao.com.br/noticias/geral,para-dilma-super-quinta-de-protestos-foi-um-fracasso,1167260,0.htm
[5] - http://www.publico.pt/mundo/noticia/mais-de-200-mortos-confirmados-na-turquia-centenas-continuam-encurralados-1635859#/0

segunda-feira, 24 de março de 2014

Lares, cadastros e cafezinhos

O projeto para a transformação da região portuária deverá consumir investimentos em torno de R$ 8,2 bilhões, por parte da prefeitura [1]. Isso se encaixa no modelo de "Cidade-Balneário" pretendida pelos administradores atuais. Os principais beneficiários desse modelo serão as tradicionais empreiteiras Odebrecht, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia e OAS Engenharia [2].

Para a população, ficam os transtornos no trânsito e o assalto aos cofres públicos. Desde a derrubada da perimetral, o trânsito no centro do Rio de Janeiro se tornou caótico. O próprio prefeito Eduardo Paes declarou que "Estamos vivendo o pior momento da mobilidade urbana.". A dívida líquida do município começou em R$ 3,5 bilhões em 2007 [3], antes do Paes assumir, e agora já chega aos R$ 10 bilhões [4]. Um aumento de quase 300%.

O prefeito fez com que ficássemos muito mais tempo nos engarrafamentos e multiplicou a nossa dívida em 3 vezes. Mas não parou por aí! Muito ambicioso na sua tarefa de dificultar a vida dos cariocas, Eduardo Paes está realizando inúmeras remoções, que tiram as pessoas de suas casas e as jogam, muitas vezes, na rua. Claro que os afetados não foram os moradores dos bairros nobres, mas o pobres ocupantes de casas próximas às obras do Porto.

Um caso específico é a remoção dos moradores da ocupação dos galpões da Av. Francisco Bicalho 49. Nos dois galpões, haviam 499 famílias que foram desalojadas em duas fases. Na primeira fase, em dezembro de 2013, 200 famílias foram expulsas de suas casas. Como indenização, o município ofereceu um cheque de R$1.200, mais a promessa da inclusão no sistema de financiamento federal do Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, além de endividar o município em bilhões, ainda precisou utilizar recursos federais (que também são do povo) para concluir o plano de enriquecer os empresários.


Pessoas que foram expulsas de seus lares ocupam a frente da prefeitura exigindo reparações.
Na segunda fase, foram expulsas 299 famílias. Este segundo episódio é ainda mais trágico. No final de janeiro deste ano, agentes da prefeitura chegam ao galpão e começam a fazer o mapeamento e tiram fotos. Neste mesmo momento, os moradores são informados da eminente expulsão de seus lares. No dia 25 de fevereiro, são oferecidas indenizações de R$120, o que não foi aceito pelos moradores. Sem poder obrigar os moradores a sair de suas casas, o algoz da nossa estória, o prefeito Eduardo Paes, chamou o seu colega, o ditador do Rio, Sérgio Cabral para ajudá-lo.

No dia 27 de fevereiro, um carro da Polícia Civil dispara tiros em direção ao galpão. O recado está claro: se não saírem por bem, sairão na bala. Assim, algumas pessoas já saem de suas casas e dormem na casa de parentes. Quando voltam para seus lares no dia seguinte, 28 de fevereiro, são impedidas de entrar e recolher seus pertences.

Dois casos trágicos ilustram a nossa estória: uma jovem 18 anos, com 3 filhos, é impedida de voltar ao lar, perdendo inclusive documentos. Estes documentos são necessários para entrar no programa de habitação do governo federal. Assim, com três filhos, a jovem fica sem lar, sem documentos, sem móveis e sem a perspectiva de dias melhores. Qual será o futuro dessas quatro pessoas? Morar na calçada?

Já um senhor, que tinha 5 filhos e esposa, foi trabalhar no dia 28 de fevereiro e, quando voltou, não tinha mais geladeira, televisão, cama, nem lar. Tudo que conseguiu com seu trabalho árduo foi destruído. Qual será o futuro destes sete cariocas? Poderão ficar na casa de parentes? Ou terão que dormir na calçada?


Guarda Municipal com cães é chamada para dissuadir os manifestantes a desocuparem a frente da Prefeitura.
Funcionários da prefeitura oferecem cafezinho aos manifestantes, após acordo com a prefeitura ser fechado.



No dia 11 de março, muitas destas famílias, que foram agredidas e usurpadas de seus bens pela prefeitura, fecharam uma das vias da Av. Pres. Getúlio Vargas em frente à prefeitura. Cobravam uma solução para o problema.

Saíram de lá com uma promessa: entrarão no programa de habitação do governo federal. Ou seja, depois de expulsar pessoas de seus lares, a prefeitura paga com a inscrição em um programa federal. No final da noite do dia 11, após aceitarem a proposta, a prefeitura ofereceu inclusive um cafezinho para as pessoas que protestavam.

Cuidado: se o seu lar está nas áreas de investimentos dos empresários, você pode ser expulso! Mas não se preocupe, a prefeitura irá lhe dar um cadastro e um cafezinho.
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Fotos de Katja Schilirò


[1] - http://portomaravilha.com.br/conteudo/canalInvestidor/prospecto-sem-marcas-de-revisao-4-termo-aditivo-8-1-14.pdf
[2] - http://www.portonovosa.com/pt-br/estrutura-acionaria
[3] - http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/3027604/DLFE-246831.pdf/RESCGM7.7.5._2.7..9..2.0.0.7.comanexo.pdf
[4] - http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro1316.nsf/6a8bd790cdd0b0270325775900511db3/18aa339da55232ee03257bf600714cb7?OpenDocument